Notícia interessante publicada na Folha de S. Paulo do último sábado, dia 21/04/2012, na coluna “Painel das Letras”, de Raquel Cozer. Sinto-me tentado a (em nome de todos os escritores que lutam por espaço no cobiçado mundo editorial) falar em revanche (talvez até vingança).
J.K. Rowling irá lançar seu primeiro livro adulto.
No começo do mês de abril diversas editoras, do mundo todo, tiveram que enviar propostas financeiras às cegas à agência The Blair Partnership sem ao menos ter noção da trama. Nenhuma teve acesso aos manuscritos.
As cinco “finalistas” tiveram então que apresentar um detalhado plano editorial e de marketing para a obra que, segundo a agência de Rowling, seria avaliado pela própria autora.
Ou seja, o mundo deu a volta.
Hoje são as editoras que rastejam atrás dela implorando: ”Por favor, me deixe publicar seu livro! Por favor, por favor, não importa o que escreveu, acredito que é bom!”
Sim, o mundo das editoras é o mesmo de qualquer outro negócio capitalista.
Gira em torno de lucro, retorno financeiro.
Para o escritor, o seu livro é um sonho. Para as editoras, é cifrão. Simples assim.
J.K. Rowling hoje significa um cifrão muito grande.
Há dez anos ela era desprezada pelas mesmas editoras que hoje imploram por misericórdia.
Não deixo de me alegrar por ela.
E vibrar com tudo isso.

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