higgs
Existem assuntos que parecem exercer um fascínio especial no vasto universo midiático e são tratados como a última cereja de um bolo que ninguém irá provar.
Assim foi a descoberta do Bóson de Higgs.
Se, assim como eu, você não é físico, cientista com cara de bêbado em porta de cemitério ou viciado em drogas sintéticas de alto poder alucinógeno, certamente não domina o assunto.
Entendo sua ignorância. Compartilho dela com você.
Entretanto, vamos nos esforçar para tentar ao menos compreender superficialmente o que seja essa gerigonça e o que ela poderá mudar a minha e a sua vida.
Bóson de Higgs, também conhecido como a Partícula de Deus, é um negócio que achavam que não existia, daí passaram a supor sua existência e, finalmente, conseguiram provar que ele é real – por intermédio de um “aparelhinho” denominado Grande Colisor de Hádrons (HLC) que, dizem, é a máquina mais complexa já criada pelo homem.
Trata-se de um micro-ondas gigante que fica acelerando partículas num túnel de 27 quilômetros de circunferência, a 175 metros abaixo do solo, na fronteira entre a França e a Suíça. Em tempo, não existem somente Prótons, Nêutrons e Elétrons como você imaginava. Essas são apenas três dentre as centenas de partículas que se conhecem hoje.
O Bóson, uma partícula subatômica, surgiu e trouxe em sua bagagem uma explicação muito mais profunda para o que os físicos denominavam como Modelo Padrão – que pode ser entendido como uma tabela que divide as partículas em famílias, segundo o que elas fazem ou formam. É também uma chave fundamental para entender por que partículas elementares têm massa. 
Ok, essa explicação não esclareceu nada.
Concordo.
Tem muitas coisas em nossas vidas que jamais ficarão esclarecidas.
Vamos ao que interessa.
A grande paranoia de Higgs, Hoggs, Hawkings e outros tantos cientistas é a busca incessante pela resposta à pergunta: de onde viemos ou como surgiu tudo isso?
A resposta é simples do ponto de vista científico. Um dia houve uma grande explosão e as coisas começaram a existir.
Mais simples ainda do ponto de vista religioso. Ela está na primeira linha do primeiro parágrafo do livro mais vendido da história. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1;1).
O que acho interessante é que tanto para uma alternativa quanto para outra há que se empregar algo imprescindível para aceitá-la: fé.
E não há dúvida de que é preciso mais fé para crer que do nada surgiu tudo isso que está diante de nós do que para acreditar num Deus criador. Admiro essa fé.
Voltando ao Bóson de Higgs, certamente ele trará avanços tecnológicos que influenciarão as futuras gerações.
Só isso.
Não trará respostas.
Não pra mim.
E pra você?

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