“Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”. Pablo Neruda.

Escrever para mim é, antes de tudo, um privilégio. É como se eu me sentisse um escolhido para desenvolver um dom que tem a capacidade de emocionar as pessoas. De fazê-las sonhar. Uma boa história tem esse poder. A página diante de nós é um rio a nos guiar por águas ora tranquilas, ora enfurecidas e imprevisíveis.
Você viaja sem sair do lugar.
E é um sentimento quase surreal pensar que alguém a milhares de quilômetros de distância está neste momento lendo uma história minha. Imagino se está rindo, chorando, sentindo angústia, alívio. Se está feliz.
Espero que sim.
Esse é o maior pagamento de um escritor. Perceber que sua obra não encantou somente a si, mas teve a habilidade de tocar alguém, de transformá-lo.
O maior elogio que recebi pelo meu primeiro livro (O Arquiteto do Esquecimento) foi de uma leitora que me disse: “quando terminei de ler a última linha e fechei o livro, pensei: sou uma pessoa melhor. A sua história fez isso comigo”.
Espero continuar fazendo isso por muito tempo.

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