A cultura é um dos produtos menos valorizados em nosso país.
Bilhões serão gastos em eventos esportivos nos próximos três ou quatro anos no Brasil. Esporte é importante, imprescindível. Resgata vidas, afasta jovens das drogas, impõe saúde. São evidentes os ganhos em mão de obra e turismo, além da megaexposição do país no cenário internacional.
Mas não vemos grandes aportes de investimentos na cultura. O cinema nacional recentemente deu os ares de um renascimento. O teatro não é acessível a todos. E há tantos escritores bons que não conseguem o reconhecimento porque os grandes grupos editoriais preferem investir em obras estrangeiras.
Claro, não vamos comparar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada a uma Bienal do Livro ou a um Festival de Cinema de Gramado.
Mas prefiro continuar lutando para mudar o meu país.
Talvez um dia mais pessoas prefiram ler um bom livro a assistir uma partida de futebol ou ao inútil BBB.
Se “Um país se faz com homens e livros” – como escreveu Monteiro Lobato -, o Brasil ainda precisa “se fazer”.

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